Até então, a cirurgia de fratura da bacia ou anel pélvico exigia que o paciente se deslocasse para Teresina. Agora, casos como esse podem ser tratados no HRCR. (Foto: Divulgação)

HRCR realiza primeira cirurgia de fratura da bacia

Até então, a cirurgia de fratura da bacia ou anel pélvico exigia que o paciente se deslocasse para Teresina. Agora, casos como esse podem ser tratados no HRCR.

O Hospital Regional Chagas Rodrigues (HRCR), em Piripiri, realizou, pela primeira vez, o tratamento cirúrgico de fratura do anel pélvico, popularmente conhecido como fratura da bacia. O procedimento representa um marco histórico para a unidade e um avanço importante na ampliação dos serviços ortopédicos oferecidos à população.

Todo o tratamento cirúrgico foi realizado no próprio HRCR, gerido pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), com apoio da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), sendo conduzido por uma equipe multiprofissional especializada, evidenciando a capacidade técnica do hospital para atender casos de média e alta complexidade, com segurança, eficiência e qualidade assistencial.

O paciente, vítima de trauma automobilístico, apresentava fratura do anel pélvico do tipo “livro aberto”, considerada um trauma grave. Até então, casos como esse exigiam a transferência para unidades de referência na capital, Teresina. (Foto: Divulgação)
O paciente, vítima de trauma automobilístico, apresentava fratura do anel pélvico do tipo “livro aberto”, considerada um trauma grave. Até então, casos como esse exigiam a transferência para unidades de referência na capital, Teresina. (Foto: Divulgação)

“Esse procedimento demonstra a evolução da linha do trauma ortopédico no hospital”, avalia o Dr. Gutemberg Soares, coordenador do serviço de Ortopedia e Traumatologia do HRCR. “Hoje contamos com uma equipe capacitada, estrutura adequada e todo o suporte necessário para oferecer um tratamento resolutivo, seguro e cada vez mais humanizado”, pontua.

Avanço para a saúde regional

A fratura pélvica ocorre nos ossos do quadril, sacro e cóccix, que juntos formam o anel pélvico. Em casos mais graves, como quando há ruptura do anel, a fratura envolve ao menos dois pontos ósseos, resultando em maior instabilidade e complexidade no tratamento.

A possibilidade de realização do procedimento cirúrgico no HRCR simboliza um avanço significativo para a saúde regional, segundo afirma Edilto Franco, diretor-geral do HRCR. “Estamos vivendo um momento de evolução no hospital. Conseguimos realizar uma cirurgia de alta complexidade que antes exigia transferência para a capital, garantindo mais agilidade, segurança e cuidado humanizado ao paciente”, destaca.

A realização da cirurgia reforça o compromisso do HRCR com a regionalização da saúde, permitindo ao paciente ser tratado na própria unidade, sem a necessidade de deslocamento até Teresina, o que garante mais conforto e proximidade com a família.

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